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Exposição de LEO FISSCHER

Publicada em 27/09/16 às 16h59

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Exposição 

AS CORES DA HOLANDA NO BRASIL 

de LEO FISSCHER

No Grande Hotel Muriahé de 28 de setembro a 12 de novembro de 2016


Exposição
As Cores da Holanda no Brasil
pinturas de
LEO FISSCHER
Abertura dia 22 de setembro de 2016
A exposição permanece em cartaz até o dia 12 de novembro de 2016 no 
Centro Cultural Dr. Pio Canêdo - Grande Hotel Muriahé
Galeria Mônica Botelho - Praça João Pinheiro - Centro - Muriaé - MG
Agendamentos: (32)3729-1059


LEO FISSCHER E A VISÃO ABSTRATA DAS CORES


O artista plástico Leo Fisscher tem carreira artística atribulada. No bom sentido,
evidentemente. Nascido na Holanda, cedo imigrou para os Estados Unidos, onde passou
alguns anos trabalhando e aperfeiçoando seus conhecimentos humanísticos e profissionais
em Nova Iorque para, finalmente, depois de uma estada no seu país, aportar no Brasil,
primeiro em Brasília e, depois, no Rio de Janeiro. Embora desde cedo tenha sentido o apelo
da arte, foi somente quando chegou ao nosso país que pode dar vazão à sua vocação, tendo
como uma das maiores incentivadoras a gravadora e aquarelista Fayga Ostrower, nome
significativo da arte brasileira. Desde então a obra pictórica desse artista holandês passou
por variadas modificações, a mais evidente a luminosidade das cores. Nesse particular,
pode-se dizer que as pinturas abstratas de Fisscher, em contato com as fortes e exuberantes
cores do Brasil, ganharam novas dimensões. E também sensualidade em suas formas e
contornos. Trabalhador incessante, sempre à procura de uma forma exata e de uma cor que
possa harmonizar com o que propõe, como pintor, Fisscher já pode gabar-se de possuir uma
linguagem sua, ou seja, ele transforma as suas abstrações em composições de absoluta
coerência com o que nos propõe como pintor. Leo Fisscher, como todo artista holandês,
conviveu e convive, direta e indiretamente, com a obra de um dos seus grandes artistas:
Mondrian. A Holanda é país que dá importância à essência da cor e ao geometrismo nela
inserida, pois até mesmo a forma da principal flor, a tulipa, tem tal plasticidade que difícil é não se render à sua magnitude. Pois vivendo agora em dois mundos de culturas completamente opostas, Brasil e Holanda, Leo Fisscher praticamente uniu a austeridade genética ao aspecto
sensual-tropical, resultando dessa junção, uma pintura de linguagem abstracionista, que
muitas vezes aproxima-se da realidade mas dela vai se distanciando à medida que o autor
utiliza o gestual, criando texturas espessas, fortes, de sutis e profundas reflexões em torno da
própria pintura. Dessa maneira, ele capta o instante mágico da criação, formas e cores de um
lado, sentimentos e emoções do outro, sem que esses aspectos não possam definir a essência da obra. O jogo existente entre linhas e cores revela, antes de tudo, que Leo Fisscher sabe harmonizar sua obra no sentido de ela ser ao mesmo tempo abstrata e óptica.

Geraldo Edson de Andrade, crítico de arte, Presidente de Honra da Associação Brasileira de Críticos de Arte ABCA/AICA

EXPOSIÇÕES:
(2016) Palácio Tiradentes, Rio de Janeiro, RJ.
(2015) Galeria Duque, Macaé, RJ.
(2015) Starship, Macaé, RJ. 
(2014) EDF, Rio de Janeiro, RJ.
(2013) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2012) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2011) Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.
(2010) Centro Cultural Benjamin Constant, Rio de Janeiro, RJ.
(2009) Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, RJ.
(2009) SESC, Rio de Janeiro, RJ.
(2008) SESC, Três Rios, RJ.
(2007) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2006) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2005) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2004) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2003) Expat Gallery, Amsterdam, NL.
(2002) ABC Treehouse Gallery, Amsterdam, NL.
(2001) Go Galerie, Amsterdam, NL.
(2001) Kunst Ahoy, Rotterdam, NL.
(2000) Jadite Galleries, New York City, USA.
(1998) Galerie de Kim, Amsterdam, NL.
(1998) Open Ateliers Amsterdam, NL.
(1996) Galerie Voorwerp, Amsterdam, NL.
(1995) Tammes Fine Arts, The Hague, NL.
(1993) CEF (Caixa Econômica Federal), Rio de Janeiro, RJ.
(1992) Galeria Moreira, Rio de Janeiro, RJ.


Depois que o Cubismo rompeu o vínculo que ligava a pintura à natureza, iniciou-se
uma nova etapa da arte pictórica que, em linhas gerais, dividiu-se em duas linhas principais: a
construtiva, iniciada com Mondrian que vai desembocar no concretismo, e a expressionista,
que leva à pintura informal, de manchas e signos. É nesta última tendência pictórica que se
insere Leo Fisscher mas, na ala moderada, que busca explorar as possibilidades líricas da
cor, das manchas e dos signos gráficos. Por isso mesmo, graças a sua sensibilidade gráfica e
cromática consegue, em seus quadros, inventar uma linguagem rica de ambiguidades e
vibrações, que são a marca particular de sua pintura.         

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