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EXPOSIÇÃO SILVA COSTA

A Arte de Silva Costa

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EXPOSIÇÃO DE

SILVA COSTA



O artista plástico Silva Costa, de Cataguases, abriu a programação do Circuito Cultural de maio no dia 11, com a exposição de suas pinturas, na galeria Mônica Botelho, no Grande Hotel Muriahé. Ele permaneceu durante todo o dia, no Centro Cultural, recepcionando os visitantes e interagindo com as crianças que experimentaram e aprenderam, na prática, suas técnicas de pintura.





A exposição permaneceu em cartaz na Galeria Mônica Botelho,
no Centro Cultural Dr. Pio Soares Canêdo - Grande Hotel Muriahé
até o dia 05 de agosto, onde monitores estavam à disposição dos visitantes.





Detalhes:

SILVA COSTA

TEMAS PRIMITIVOS E CORES FORTES NAS TELAS DE EDMAR SILVA COSTA
A Vila Reis, bairro na periferia de Cataguases onde o pintor Edmar Silva costa nasceu,
está um pouco distante do esplendor modernista das casas e
esculturas espalhadas pela região mais central da cidade.
No entanto, foi nessa vizinhança menos abastada da terra de Humberto Mauro
que costa encontrou a primeira inspiração para desenvolver sua vocação artística (...)
As cores vivas características à obra de Costa aparecem retratando
temas primitivos, que evocam a simplicidade do cotidiano no interior (...)
O impressionismo, o naïf e o expressionismo são referência nesse
processo criativo. As cenas vivenciadas por ele durante a infância
e nos passeios pela região onde nasceu serviram de inspiração,
assim como as manifestações folclóricas (...)
Maria Lutterbach – Jornal O TEMPO – BH

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Edmar Silva Costa é brasileiro, casado, nascido em Cataguases
em 10 de novembro de 1945 na Vila Reis.
Desde muito cedo interessou-se por arte,
desenhando e lendo tudo o que se referia a pintura.
Começou na adolescência um curso de desenho e pintura na
Escola Panamericana de Artes de São Paulo, quando aprimorou
seus conhecimentos técnicos. Neste período pintou suas primeiras
telas abordando temas do cotidiano urbano e rural. Foi um período
de grandes descobertas, propiciando valiosas evoluções a cada tela executada.
Mas somente depois da liquidação da Minascaixa em 1991, onde
trabalhou por 26 anos, pode dedicar-se inteiramente à pintura.
Desde então passou a ocupar a maior parte do seu tempo ao estudo da arte.
Os Grandes Mestres do Impressionismo, Expressionismo e Pontilhismo,
foram, nesta fase inicial, suas primeiras fontes de inspiração e pesquisa.
De 96 a 99 fez parte do Grupo Gl5 – Grupo de Artistas
Independentes de Cataguases, hoje extinto.
Atualmente continua se dedicando à arte figurativa, abordando,
ora temas puros, inocentes, ora a contrapartida da crítica social
O interior do Brasil, o povo e seus costumes, suas crenças,
seu folclore, estão sempre presentes em suas telas.
Considera-se um Autodidata que elabora e executa seus trabalhos
com determinação e a certeza de que é um eterno aprendiz.

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"Preocupo-me com a velocidade deste trem que vai levando
as vidas para dentro das máquinas, substituindo corações por
números e senhas. Não embarco a minha vida senão sobre
o lombo de um cavalo manso, ou sobre um carro de bois sonolentos...
Caminhos de pobreza e de fé nascidos da minha mente utópica
visionária, como formas miraculosas de se integrar no meio
natural das viagens reais. Procuro enaltecer a permanência da
força vital sobre a virtual. A mística resistência, a nossa vitória,
nós, caipiras sofridos, prisioneiros mesmo quando libertos.
Não coloco espada nas mãos calejadas destes sertanejos e sim
a enxada, a foice, o machado, como troféus de vencedores.
Uma carreata feliz de bois cansados por estradas de terra batida.
Este é o meu trabalho, irrigado com as tintas das minhas veias,
às vezes com a chuva dos meus olhos. São incursões que me
revelam toda a brasilidade que nesta aventura há.
A religiosidade, o folclore, a vida animal, vida normal, a lida."
SILVA COSTA


PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES REALIZADAS:
.Individual: Galeria do Sobrado Ramalho – Tiradentes - 2011
.Individual: Usina Cultural de Leopoldina – Cataguases - 2010
.Individual: Centro Cultural Eva Nil – Cataguases – 2010
.Coletiva: Museu da Eletricidade – Cataguases - 2010
. Coletiva: Centro Cultural Eva Nil – Cataguases – 2009;
. Individual: Casa dos Contos – Belo Horizonte – 2008;
. Coletiva: Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – 2008;
. Individual: Um Acordo Com o Tempo – Casa de Cultura Simão
– Cataguases – 2007;
. Individual: A Criação de um Mundo Possível –
Instituto Francisca Peixoto – Cataguases – 2006;
. Coletiva itinerante: 5 X Cataguases nas Usinas Culturais da
Companhia Força e Luz Cataguases: Em Leopoldina,
Muriaé, Guarani e Nova Friburgo – 2006;
. Individual: Brasilidade no BDMG Cultural – Belo Horizonte – 2005;
. Coletiva: 5 X Cataguases, durante o Festival Cineport – Cataguases – 2005;
. Individual: Brasilidade – Galeria Portinari – Juiz de Fora – 2004;
. Coletiva: 6 X Pintura – Museu Chácara Dona Catarina – Cataguases – 2003;
. Individual Centro de Arte – Nova Friburgo – 2003;
. Individual: Pontos de Luz – FUNCEC – Cataguases – 2002;
. Coletiva: Onze Ases de Cataguases – Inauguração da
Fundação Comunitária de Cataguases – FUNCEC – 2001;
. Coletiva: Luz – Instituto Francisca de Souza Peixoto – Cataguases – 2001;
. Individual: Espaço cultural Rio Off Price – Rio de Janeiro – 2000;
. Coletiva: Gl5 Espaço Cultural Banespa – Juiz de Fora – l999;
. Coletiva: 1ª- Mostra de Artes Visuais – Instituto
Francisca de Souza Peixoto – Cataguases – 1999;
. Coletiva: 30 Anos do Tropicalismo –
Centro Cultural Eva Nil – Cataguases – 1998;
. Individual: Semana da FAFIC – Faculdade de
Ciências e Letras de Cataguases – 1998;
. Coletiva: Congresso Nacional Brasília – DF – 1998;
. Coletiva: Filhos da Terra – Secretaria de Cultura – Cataguases – 1994;

ACERVOS:
. Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG – Belo Horizonte – MG
. Museu de Arte Moderna Murilo Mendes – Juiz de Fora – MG
. Centro de Arte – Nova Friburgo – RJ
. Instituto Francisca de Souza Peixoto – Cataguases – MG
. FUNCEC – Fundação Comunitária de Cataguases – Cataguases – MG
. Casa de Cultura Simão – Cataguases – MG

PARTICIPAÇÕES:
. VII Bienal do Recôncavo – Centro Cultural Danneman – São Félix – BA - 2004


A claridade, os tons, as impressões do mundo iluminado pela infância.
Na aparente simplicidade dessas telas há uma pureza que não se esgota.
Roça, lavoura, pequenos povoados. Aqui e ali, tanto nos grandes planos
como em seus recortes, a figura humana se dilui na paisagem como se paisagem
fosse. Como se ali estivesse desde sempre, desenho de luz e engenhosidade.
Ronaldo Werneck – Escritor


Muito peculiar e universo pictórico de Silva Costa, artista cuja
fonte de criação abastece-se, exclusivamente, das
referências físicas/geográficas de seu entorno.
Reside em Cataguases, zona da Mata de Minas Gerais, distante
dos grandes pólos culturais do país, o artista não se preocupa
em certificar-se, muito menos em afinar-se às correntes
contemporâneas da arte. Assim, sem carecer de exemplos,
leituras e influências externas para calibrar a essência
de seu trabalho, Silva Costa deixa-se nortear
apenas por métodos pessoais e intuitivos.
A estas circunstâncias que o personalizam e o definem como
um autêntico autodidata, soma-se o sentimento prazeroso e
ingênuo com que vem acumulando, há longos anos, o seu acervo
de escolhas temáticas, cenas rurais, fontes de água, trechos
de lavoura, operários no campo, mercados e
feiras, festas e folguedos populares.
Seu colorido é espontâneo, centenas de pontos de luz que
parecem vir diretamente das cores de Deus :
os azulões do céu, o verde das folhagens, o ocre da terra.
Meticulosa e pacientemente, o artista preenche todo o âmbito
da tela, não há espaço para os espaços vazios, tudo é cor,
tudo é luz, tudo é rastro de pintura plena. Facilita este preenchimento
absoluto, a tendência natural e explícita do artista pelos trabalhos
de reduzidas dimensões, quase uma miniaturização de seus temas prediletos.
Merecem também destaque no seu processo de criação,
além do pontilhismo que ilumina e lhe dá caráter de especificidade,
a geometrização dos mapas de lavoura e dos casarios rurais.
Espontaneidade, senso lúdico, prazer genuíno no manuseio das
telas e tintas, este é o perfil de Silva Costa, o bom pintor de Cataguases.
Celma Alvim



Multiplicidades em cenas cotidianas: alteridade expressiva de Silva Costa

O potencial criativo é algo inerente a nós em nosso percurso de vida.Intensidade abafada pela moral
que nos impõe valores e hierarquias de existências. Imposição de uma ditadura do existir em nossa sociedade
capaz de nos calar, nos obrigando a delegar a outros a emergência criativa e inventiva, por exemplo, na
produção da arte. Que nosso viver seja a “arte da sobrevivência” frente às imposições capitalísticas. 
Diferenciar-se dos que ousaram ao desafio nas expressões cênicas, nas artes plásticas e literatura ou no desenho
expressivo e transgressor da criança intensa e resistente à ordem em suas primeiras garatujas.
Nos percebemos incapazes de expressões. Em nossa quase sempre recusa do enfrentamento, delegamos
a alguns poucos “escolhidos”, o “dom” da criação como na tentativa de um apagar de nós mesmos.
A criança é arteira, o adulto artista.
Quanto perdura nossa vã tentativa de nos escondermos de nós mesmos?
  O quão suportável permanece em
nós o tamponar da eclosão criativa que nos habita?
Se entregar a fazeres monótonos e castradores de nossa potência criativa por anos e anos no trabalho extrativista
de nossa sociedade capitalística não extrai de nós a invenção instintiva.
Em miríade delas, uma dessa eclosão pode ser percebida na obra em óleo sobre tela do cidadão Edmar
Silva Costa. Como se alheio ao universo criativo latente em cada um de nós, Silva Costa suportou anos a fio
na labuta pela sobrevivência sem perder a latência criativa que o alimentava. Aguardou, sem perder
a plasticidade das cores, pontos e luzes no cotidiano de um cartão de ponto a controlar o corpo na linha de
produção. Controle corpóreo incapaz de moldar sua subjetividade transgressora frente às leis do mercado.
Suportar experiências laboriosas para alimentar corpos de pão em fazeres aquém de sua imaginação. 
Vulcão criativo adormecido no torpor do balcão de transações financeiras, aguardou os momentos de deleite
cujos tempos disformes, sem hora marcada possibilitariam expressões de formas em temas diversos e transitórios,
da cotidianidade. Arquivos de memória, alimentado pelo instinto da criação possibilitando o desvelar de ruas,
cidades, danças, rituais vividos e imaginados em leveza contínua e desobediente. As experiências vividas
conviveram com fazeres vívidos em busca de pontos de fuga, brechas, rugosidades no cotidiano.
Em devaneios nos estados de vigília, em realidades oníricas registrou em policromias reluzentes em milhões de pontos
decompostos, a comporem vida. Nos rituais da fé, no aglutinar das formas na urbe, na transgressão máxima
da demência a incomodar a ordem do lugar.
  Da simplicidade temática à complexidade expressiva, temos em Silva Costa não qualquer experiência de
qualquer canto, riacho ou campo e sim a experiência constitutiva,
aquela de lugar reservado nas ressonâncias cotidianas de um existir singular. 

Luiz Claudio Ferreira Alves, psicólogo

  • Visita da E.M. Maria Messias Soares-Vila Vardiero
  • Visita da E.M. Maria Messias Soares-Vila Vardiero
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  • Visita da E.M. Valdevino dos S.Mendes
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  • Visita do Proerd
  • Visita da E.M. Maria Messias Soares-Vila Vardiero
  • Visita da Escola M.Professora Elza Rogerio

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